Esse órgão supersensível possui uma complexa rede de terminações nervosas. “Por isso, se tocado da forma ou na hora erradas, provoca um desconforto capaz de esfriar qualquer clima”, avisa o sexólogo Ian Kerner. Não é à toa que esse gerador de prazer feminino vem protegido pela glande, uma espécie de capa que abriga a pequena saliência acima da vulva dos toques mais afoitos. É melhor reservar os carinhos fortes para quando a mulher estiver bem excitada. “A região vai ficando mais resistente à pressão e à fricção à medida que é estimulada.”

Saiba que o clitóris, assim como o pénis, endurece com os preliminares: beijos ardentes, carinho nos seios (mesmo por cima da roupa), faz com que vá ficando quente. E é nesse momento que ele fica louquinho por contato. Apesar de grande parte da ereção ser interna, é possível perceber algumas mudanças no exterior. “A cabeça incha, parecendo uma ervilha ou um micropênis”, diz o especialista.

Dá inclusivamente para usar o botão mágico como um termómetro da satisfação: quando a mulher está com tesão, ele enche-se de sangue. Portanto, se estiver intumescido e avermelhado, é sinal de que as suas carícias estão a agradar. Trata-se de um indicador mais confiável do que a lubrificação feminina – porque esta pode ocorrer sem haver estímulo sexual. “As secreções são uma maneira de manter a vagina livre de bactérias. Elas não significam necessariamente que a mulher está louca para ter sexo”, alerta Ian.

Ele garante o orgasmo mais poderoso?

Sim. O clitóris contém cerca de 8 mil terminações nervosas, mais estruturas fibrosas do que qualquer parte do corpo humano (feminino ou masculino) e interage com outros 15 mil nervos que irrigam a pélvis.

É preciso dizer mais? “Os preliminares são o início do incêndio. No entanto, é no clitóris que o fogo levanta labaredas, acredite.” O sexólogo Ian Kerner conta que, activado, o órgão envia ao cérebro uma mensagem para irrigar a região. “Quando estimulado ao limite, faz com que as paredes vaginais se contraiam para expulsar uma parte do sangue. É nessa altura que acontece o orgasmo.”

Ponto G e Ponto C são a mesma coisa? Aliás, o que é o Ponto C?

Calma, eles são os mesmos. O ponto G, a raiz do clitóris, integra a mesma rede de prazer, só que se localiza internamente. A boa notícia é que ele pode fazer muito por si. A sua namorada ficará tão extasiada e agradecida se o estimular, que não medirá esforços para retribuir o prazer!

Como alcançá-lo? A melhor posição é a canzana/cachorrinho. “Assim, o pénis atinge o ponto G, que fica na parede superior da vagina, a mais ou menos 4 centímetros da entrada”, indica o sexólogo Ian Kerner. Também dá para tocá-lo com a masturbação, penetrando-a com os dedos indicador e médio curvados para cima, como se estivesse chamando alguém, ao mesmo tempo que acaricia o clitóris com a língua. Acredite: ela vai uivar de desejo.

A minha namorada só chega ao orgasmo com a penetração se estimulo o botão do amor ao mesmo tempo. É normal?

Sim. “Eu também acreditava que a ‘maneira certa’ de um casal chegar ao orgasmo era com a penetração. Mas descobri que essa prática não era inferior. Aliás, em muitos casos era superior, porque várias mulheres só chegam lá recebendo estimulação clitoriana persistente e rítmica”, diz o expert em sexo oral Ian Kerner.

O clitóris é tão sensível como os testículos?

“O grau de sensibilidade não chega a ser igual ao dos testículos, mas é parecido com o do pénis”, esclarece o especialista em sexo oral Ian Kerner. O órgão feminino é similar, biologicamente falando, ao membro sexual masculino.

“Os dois são feitos do mesmo tecido eréctil”, explica Ian Kerner. E as semelhanças não acabam aí. A mulher também tem glande, que protege a parte externa do clitóris. E, embora seja bem menor que a sua, possui o quádruplo de nervos – ou seja, origina sensações quatro vezes mais intensas!

Como estimular o botão do prazer para levar a minha namorada às nuvens?

Usando o ouvido. É isso mesmo. “A regra de ouro para satisfazer uma mulher é ouvi-la”, garante o sexólogo. “Encare as preliminares como uma dança em que ela conduz os movimentos.” Como? Deixando a sua menina à vontade, principalmente se ela for tímida. Vale criar um clima à meia-luz, fazer perguntas entre sussurros e até sugerir que ela seja a professora e guie a sua mão lá em baixo. De qualquer forma, ser delicado nunca é demais. “Não precisa ter medo de se encostar ao clitóris, mas seja gentil. Quando perceber que a sua mulher está bem excitada, os beijos mais fortes serão permitidos”, ensina Ian.

Aqui vai um mini guia para garantir a excitação máxima:

Primeiro, use três dedos (o indicador, médio e anelar) para pressionar a superfície do botão mágico e acariciá-lo em círculos. Na hora de começar a exploração, eleja o indicador ou o médio para tocar os grandes e os pequenos lábios. Acaricie a parte interna das coxas, percorra a entrada da vagina – sem entrar. Então, de novo, estimule o ponto C com movimentos circulares. Desça o dedo para a entrada da vagina e movimente-o como se estivesse a fazendo festinhas entre os olhos de um gato.

O sexo oral também vai fazê-la ouvir os sinos. O ideal é que ela esteja deitada de costas, com as pernas separadas. Corra os dedos pela púbis, chupe os lábios vaginais sem usar a língua. Depois do toque inicial, dê as primeiras lambidelas no clitóris, longas e duradouras, como se ele fosse um gelado. Sinta a sua língua percorrendo a vulva e… interrompa os movimentos. É o jogo do provoca-e-pára. Cada ciclo de estímulos deve durar aproximadamente dez segundos, repetidos durante três minutos.

Só então lhe dê o que ela pede: pressione levemente a ponta da língua sobre a cabeça do clitóris, como se fosse uma onda banhando-a. Continue por cinco segundos. Falando agora na “zona sul”, carícias no períneo, espaço situado entre o final da vagina e o ânus, e nos pequenos lábios também são óptimos meios de deixar a namorada a querer mais – e você feliz da vida. “A área enche-se de sangue quando é estimulada, o que aumenta o contacto contra o pénis no momento da penetração. A consequência disso é que a abertura vaginal fica mais estreita, potencializando a excitação masculina.”

Qual a melhor posição para intensificar o orgasmo com a ajuda do ponto C?

Duas posições atingem esse objetivo: mulher por cima e missionário. “Quando a menina estiver no controle, mova os quadris para cima, pressionando o seu osso púbico, bem na base do pénis, contra o clitóris. Então, o movimento dela naturalmente estimulará o órgão, sem que você tenha trabalho algum”, instrui o sexólogo Ian Kerner.

Se a opção for deixar a moça por baixo, tente penetrá-la de um ângulo mais alto, subindo o corpo para que a base do membro, novamente, toque a pérola mágica. “Essa variação permite a penetração profunda. É importante focar-se na pressão, e não na velocidade do vaivém.”

Também vale estimular o ponto C com a mão enquanto a penetra na posição canzana ou até na de colherzinha. Em tempo: se estiver cheio de amor para dar e quiser partir para um segundo round, é melhor esperar uns cinco ou dez minutos. “As mulheres precisam de mais tempo para que a zona genital volte ao normal. Nesse meio-tempo, retome outros carinhos, como beijos e abraços. Só não toque no clitóris, que estará muito sensível.”

Muitas mulheres curtem vibradores. Quanto maiores, mais excitam?

Os vibradores proporcionam prazer por trepidarem de forma rítmica e constante – e não por causa do tamanho, como você poderia imaginar. “É a vibração que estimula as terminações nervosas”, garante o sexólogo. No entanto, vale o mesmo conselho da carícia manual: tire partido desse brinquedo erótico nos preliminares, mas comece aos poucos, com intensidade leve, e só vá aumentando à medida que o ponto C esteja preparado. Caso contrário, o prazer tornar-se-á irritação.

Na altura de escolher o modelo, procure o que reúne mais benefícios. “Os melhores são os multifuncionais, como o Rabbit, um dos mais populares nos Estados Unidos. Ele tem uma pequena curva para cima que atinge o ponto G e um segundo eixo com um pequeno coelho, que estimula o clitóris”.

3 fatos sobre o clitóris que cem por cento dos homens precisam de saber

1. Todo o clímax começa no clítoris – Este órgão é o epicentro da diversão feminina, uma poderosa bomba atómica de prazer na qual nenhuma sensação passa despercebida.

2. Tamanho não é documento – O clitóris mede até 9 centímetros. “Porém, como um iceberg, uma boa parte não pode ser vista, pois está dentro do corpo”, explica o sexólogo Ian Kerner. A parte exposta varia de meio a 5 centímetros. Grande ou pequeno, proporciona a mesma satisfação. Isto porque o número de terminações nervosas se mantém – cerca de 8 mil!

3. O seu orgasmo também depende dele – Quando intumescido, o clitóris ajuda a formar um arco na entrada da vagina, que aumenta a pressão contra o pénis. Ouviu? Estimulá-lo é bom para si também!

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